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Acredito eu que todos que começam a fazer teatro o fazem em um lugar pequeno. Teatro de 100 a 200 lugares. Com o passar dos anos, com a persistência e trabalho duro, o número de lugares aumenta. 200 a 300. Aí vem a criatividade, a inovação, as brigas e a superação. 400 a 500. Depois de sete anos, com ao menos um grande sucesso na carreira, as grandes casas de espetáculo começam a abrir suas portas. Os lugares vão de 600 a 800. Aí vem o segundo grande sucesso, o terceiro, o quarto, a consolidação da carreira, 10 anos depois, 1000 a 2000 lugares… O tamanho do teatro mudou, a forma de encenar mudou, a maneira de encarar a plateia, de fazer uma piada, a conexão com o público é outra. E se depois de tanto tempo você voltar para espaços menores?

Está acontecendo isso comigo. Comecei a fazer teatro no colégio Marista de Brasília, em um anfiteatro pequeno, de 150 lugares. A apresentação de final de ano era no Teatro Maristão, 470 lugares. E era enorme! Sai do colégio e fui para o Brasil. Já apresentei no HSBC de SP, uma casa de 2000 lugares. No ano de 2012 resolvemos ficar em Brasília para criar e voltamos para o teatro Maristão, de 470 lugares. E devo dizer que estou achando… diferente!

Depois de apresentar pra tanta gente ao mesmo tempo, desacostumamos a olhar no olho da plateia. A sentir o público perto, quente. A fazer com que todos entrem na onda com a gente. É uma catarse coletiva.

O teatro perde um pouco em lugares grandes. Isso porque quanto mais afastado, menor o ator fica. Menor é sua expressão corporal, sem dizer a facial. Em um teatro menor, todos participam da peça com a mesma intensidade. E a energia rola… de verdade! E é ótimo! Estava sentindo falta de ter o público no palco, brincando com a gente!

Não digo que apresentar em lugares grandes seja ruim… mas é diferente. Não é música, não é cinema, é teatro! E teatro ganha muito em lugar menor… ou, para o teatro o tamanho é documento! Será que quanto menor, melhor? Será que existe um mínimo? Não sei, mas estou satisfeito e feliz com 470 lugares! Posso até fazer sessão dupla, tripla, não tem problema! Desde que o público saia feliz e mudado com o que viu.

:: Comentário (1)

Primeira coisa: estudar quem sabe.

E não estou falando dos brasileiros não, vamos vê-los mais para frente, refiro-me aos gringos. Já que vamos entrar no universo do STAND-UP que seja pela fonte. E também, cá pra nós, não é nada chato ficar vendo esses vídeos!

Tudo o que você tem que fazer é ver um monte de vídeo. Não só os seus favoritos, mas todos que você achar. Selecionei aqui alguns dos melhores, cada um com seu estilo. (vamos ver melhor isso em personagens). Por agora, só assista e repare o que faz a platéia rir. Esses caras CRIARAM o Stand Up nos Estados Unidos… respeito.

E também já passo um desafio logo de cara. Escolha um vídeo de 2 ou 3 minutos, transcreva o texto, decore e tente imitá-lo. Fale como ele fala, e dê as pausas que ele dá. “Mas será que eu devo copiar alguém?” NÃO! Uma coisa você tem que aprender desde já:

No mundo dos comediantes, o maior ERRO que você comete em sua VIDA é roubar a piada de outra pessoa.

Isso é inaceitável. Primeiro que o cara vai ficar puto, depois que se a platéia reconhecer a piada (o que provavelmente vai acontecer) você ganha a antipatia de todo mundo… o que não é bom. Você cai no conceito… mesmo. O que estou pedindo é um exercício, para você ver que mesmo um texto bom é difícil de fazer… por vários motivos, que serão expostos em outros posts.

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Esta semana discutimos também sobre o segundo grande projeto deste ano: O Festival de Cenas do G7.

Esse projeto, na verdade, já está em sua quinta edição. Começou como MilkShake, depois tivemos o FICO (Festival Internacional de Comédia do G7) I, II e III, agora queremos renovar, mas manter a essência. Pensamos em adicionar o termo “Cenas” para ficar mais fácil a compreensão. (antes usávamos Esquetes. O quê? Enquetes? Disquetes?) Bem, o projeto consiste em +/- 24 cenas inéditas que são apresentadas em 03 ou 04 semanas, tipo 06 em cada uma. É uma loucura, uma insanidade fazer tantas cenas e apresentá-las em tão pouco tempo… mas isso é o G7.

É também nossa oportunidade de testar, experimentar novas ideias, descartar outras e ser bem sucedido (espero eu) em algumas… É o que realmente tenho mais saudades, a loucura total! As cenas são muito divertidas, rola muito improviso dos atores e da parte técnica também! Rola um grande frio na barriga, adrenalina, mão suada! Coisas que estão no âmago do fazer teatro e que os atores profissionais perdem… pela repetição.

Aí, durante a reunião, perguntei pro pessoal, Qual é a nossa? Estamos fazendo teatro por quê? Pra quem? O que queremos falar para a sociedade com nossa arte?

É tremendamente difícil responder isso. Pensamos, pensamos… e descobrimos que somos felizes fazendo teatro (e somos mesmo) e é isso o que importa (no momento). Fazemos os outros felizes? Tomara. Promovemos uma reflexão? Talvez. O fato é que nos divertimos muito no palco e isso nos faz ter uma esperança de estar no caminho certo.

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