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Qual a peça que prepararam o roteiro em menos tempo?

Nas priscas eras de G7, fazíamos um espetáculo por mês. Isso porque tínhamos a constante preocupação em manter o público entretido. Em nosso primeiro espetáculo, Baseado em Fatos Reais, conseguimos levar a família e alguns amigos. Para poupá-los de ver o mesmo espetáculo duas vezes, mudávamos a peça! Assim ia a família (sempre), os amigos e mais alguns conhecidos. No terceiro mês, na terceira peça, os amigos já chamavam outros e outros conhecidos chamavam alguns desconhecidos. E por aí foi.

Mas lembro especialmente de um “Festival de Teatro” que fizemos. Como não nos aceitavam nos festivais ao redor do Brasil, decidimos criar o nosso. Ele se chamava MilkShake e tinha 26 cenas. Elas concorriam com elas mesmas e no final o G7 ganhava todos os prêmios, genial, não?

O detalhe. Eram seis cenas inéditas POR DIA! Ou seja, sábado, seis e domingo mais seis. 12. Final de semana seguinte, mais doze. Só que com tanta cena, não deu para ensaiar algumas direito e nem deu para escrever algumas direito. Lembro claramente do G7 reunido na casa do Felipe, na 405 norte, para escrever uma cena do último domingo. A Fábula do Coelho. Não tínhamos a mínima ideia do que seria uma cena com esse título, mas só sairíamos de lá com a cena pronta. Isso era na sexta anterior.

Finalizamos todo o texto na sexta. Domingo, antes de começar o festival, ensaiamos. E ela até que ficou muito boa! Melhor até do que algumas outras que nos dedicamos mais… vai saber. Essas coisas feitas de última hora, no improviso, podem até ficar legais!

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Alguma fã já fez alguma doideira durante a peça?

Tipo jogar a calcinha ou subir correndo no palco e nos abraçar e beijar e rasgar a roupa de um ator, louca e descontroladamente? Bater na Van quando ela chaga ao teatro, beijando o vidro do carro, deixando marcada suas lágrimas contra o metal reluzente do automóvel e durante a peça começar a gritar e a chorar tendo que ser levada pelos paramédicos que já ficam de plantão no teatro? Driblar os seguranças e subir no quarto de hotel, esconder-se embaixo da cama e no momento em que estivéssemos nus, saísse gritando e pegando em nossas partes íntimas?

Tipo isso?

Nunca.

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O que seria da gente sem o G7?

- Artista Famoso Modo On -

O público para nós é a razão de ser. Existir em função da nossa arte para as pessoas que amo é o máximo. Saber que há uma preocupação existencial por causa do nosso trabalho é o momento máximo de gratificação artística para todos nós. Nós quem agradecemos você por existir.

- Artista Famoso Modo Off -

Há, para com isso. Até parece que ia mudar alguma coisa… Talvez vocês tivessem mais dificuldade em Passar em Concurso Público, ou em Sobreviver ao Casamento… ou talvez nem isso!

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O que seria de vcs sem o G7?

Seríamos ricos… definitivamente e penso ainda que tentariamos mudar o mundo de alguma forma, fosse na odontologia, no direito, no jornalismo ou na troca de prazer carnal por alguma medida pecuniária.

Eu provavelmente seria jardineiro. O Felipe dentista, o Rodolfo já teria se casado com uma mulher bem rica e estaria em Mônaco agora e o Benetti já teria voltado para o planeta dele.

Esse pergunta leva a outra também interessante: Ser do G7 vale a pena? Porque você pergunta o que seria de nós sem o G7, mas para isso devo analisar se o G7, hoje em dia é bom para mim ou não. Ainda bem que não tenho que analisar isso pois a pergunta foi outra!

 

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