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Não sei se existe alma

Deve existir…

Sei que esta essência dentro de mim pede um porvir.

Não é um abandono,

Nas veias corre o sangue da arte.

É apenas um aparte físico, de almas

Um distanciamento das palmas, para

Um aproximamento de algo que valha

A pena.

Um aplauso solitário que seja,

Um sussuro vibrante de uma plateia diferente

E um sorriso, um abraço, um aperto de mão somente.

Já será mais recompensador

Que a luz fria da ribalta lotada ante um pendor

De incapacidade mental e de frio tratamento

De quem não é mais nada do que um instrumento

Do nada.

Do destinado nada.

Do determinado e insuflado, egomaníaco nada,

O máximo que sua inveja permite alcançar, no altar

De sua própria insensibilidade.

Um imbecil de verdade, que denegriu a honra de uma estrela

Que morreu injustamente, como filme de cinema.

Não faz sentido? Faz? Não faz sentido.

E tenho dito, e está dito, e para bom entendedor,

Bem entendido.

 

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É difícil fazer uma peça de teatro. Quanto mais tempo dedico ao teatro, mais difícil fica fazer uma peça – e ao mesmo tempo mais fácil. Este ano de 2011 criamos o nosso novo sucesso: “Manual de Sobrevivência ao Casamento”. A peça está em cartaz até o presente momento, desde maio, com sessões lotadas e muitos elogios. Conseguimos fazer um espetáculo nos padrões G7, sincero, bonito, engraçado e com uma mensagem a passar adiante. Mas a gente quieta o facho? Não. Em nossa busca estética decidimos que este ano revisitaríamos um antigo espetáculo. Ninguém me avisou é que essa aventura ia se tornar uma peça completamente nova, com outra história, outros personagens, e algumas lembranças do antigo sucesso. Sim, estamos trabalhando muito para entregar a vocês em novembro nossa segunda peça inédita do ano: “A Advogada que viu Deus, o Diabo e depois voltou para a Terra”.

O que será isso?

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